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Quatro Barras/PR

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2 de dez. de 2008

A HISTÓRIA RE-ESCRITA


João Mario dos Santos Nascimento
Economista e Professor


Não podemos olhar para trás sem re-interpretarmos com novos conhecimentos, experiências e perspectivas os fatos passados.

Quem é capaz de perceber, compreender e visualizar o fato histórico, considerando seus complexos aspectos e emaranhados ideológicos, políticos e econômicos?

As vezes penso que só percebemos tardiamente a relevância de certos fatos e não os compreedemos com a devida profundidade.

Por exemplo, há muito pensava que deveríamos de fato sermos independentes e autônomos,o que não significa o individualismo, pois o ser humano é resultado da interação e construção social, e as relações sociais não exigem que ninguém abra mão de sua individualidade, pelo contrário, é necessário autenticidade suficiente para não deixar-se levar pelas ideologias do dia, da moda ou outras imprtadas de contextos atípicos e estranhos que criam serem inertes e incapazes de encontrar um caminho ou alternativas para os mais simples problemas cotidianos. Entretanto, é um paradoxo, pois as pessoas tornam-se alheias e incapazes de perceber além do seu contexto, ficando indiferentes aos contrastantes conflitos socias, como se nada as atingisse ou, um "não é comigo".

Passam quase apáticos pelos fatos cotidianos que moldam e geram o contexto das gerações futuras, como se fôssem plenos de direitos e não tivéssem responsabilidades pelo mundo que deixarem após a partida, desta curta jornada, que é a vida.

Precisamos repensar nossas perspectivas, lermos mais, conversarmos mais e percebermos nossa tacanhez diante da profunda sabedoria de um homem do campo ou a profundidade de uma ingênua pergunta de criança, que sem querer, faz você pensar, sobre qual seria o sentido de tudo que fazemos ou do que pretendemos nesses entrecortados momentos, de nossa breve história.

Por isso, a crise americana é uma crise do modus operandi do homem nesse planeta ou da vida em sociedade, pois perdemos a capacidade de aprender o necessário, com o outro, consigo ou com qualquer situação aparentemente insignificante, conhecimento este, que seja aplicável, de forma simples e objetiva.

Voltemos ao passado, quando tínhamos mais agradáveis lembranças e o conhecimento do mundo suficiente para a sobrevivência , hoje, na vastidão dos Terabytes nos perdemos no silêncio e esquecemos de ouvir os pássaros ou de olhar vez ou outra pela janela, e ver o sol matutino, que como na infância, sempre nos traz um alegre dia.



BEM VINDO!

A força das idéias pode transformar o mundo, mas a força de nobres e elevados ideais poderá transformar os homens, o mundo e a história.