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Quatro Barras/PR

20 de ago. de 2011

História da Contabilidade


                                    João m s Nascimento -  Contabilista, Economista e Professor 

                                     1 INTRODUÇÃO

A história da Contabilidade não trata somente de uma seqüência cronológica da origem e evolução da Contabilidade, mas resgata a consolidação da Contabilidade, enquanto ciência, sua relação com importantes fatos históricos, seus fundamentos e implicações técnico-científicos, ressaltando os precursores desta ciência para o comercio e para o controle e sistematização das contas públicas, privadas e particulares.
Conhecendo a história, melhor se compreende a Contabilidade, seus momentos mais importantes e as relevantes influencias recebidas de suas diversas escolas, em seus respectivos contextos e épocas.
Traduzir a Contabilidade histórica em uma linguagem atual, buscando compreender as técnicas diversas implementadas, o surgimento do ensino da Contabilidade ou das Aulas de Comércio, significa compreender a Contabilidade como um processo continuo de evolução do Homem e da Ciência, lançando novas luzes ao futuro, o qual terá necessidades e desafios diversos daqueles que temos na atualidade.
Com a complexidade da sociedade atual e dos avanços tecnológicos, sofisticaram-se também as aplicações da Contabilidade e da função do Contador, que deixou de ser o Guarda Livros e passou a ser o responsável pela implementação de um nada simples Sistema tributário, com leis, normas, decretos, resoluções de difícil compreensão e aplicação e consultor das empresas e empresários em seus desafios e problemas diários, a governos e instituições na escrituração e controle patrimonial, e na gerações de informações para a tomada de decisões.
Da função única, ampliou-se e ramificaram-se as funções que podem ser exercidas pelo Contador, com atribuições próprias, correlatas ou sobrepostas. É possível, na Contabilidade, Especializações e pós-graduações, stricto e lacto sensus, construindo e elaborando novas proposições a essa Ciência que continua e continuará, sempre evoluindo e buscando contemplar as necessidades humanas nos diferentes campos em que influencia e naquelas, as quais, tornou-se, indispensável.

                                      2  história da contabilidade

A História da Contabilidade está ligada às primeiras manifestações humanas da necessidade social e a necessidade de registros do comercio.
Como percebemos, a origem da Contabilidade é bastante antiga, pois, há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram os fenícios, sendo que, a prática do comércio não era exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da Antiguidade. (Zanluka, 2009),
Embora as trocas de bens e serviços fossem registrados de forma simples, as cobranças de impostos, na Babilônia, já se faziam, de forma empírica, escritas, como ocorreu no Egito, 2000 a.C, onde foi encontrado evidencias de contabilização de negócios efetuados pelo governo.
As sociedades evoluíram e ampliaram-se as transações comerciais, havendo necessidade de registros comerciais mais refinados, ocorrendo, por volta de 200 a.C, em Roma, receitas de caixa classificadas em rendas e lucros e um grupos de itens classificados como despesa, como salários e outros.
Houveram várias inovações na Contabilidade introduzidas por governos e pela igreja, no período Medieval, não sendo nada tão significativo quanto o surgimento na Itália do termo, Contabilitá, a publicação do Liber Abaci, de Leonardo Pisano, em 1202, e a consolidação e divulgação do uso do Método das Partidas Dobradas, com o frei Luca Pacioli e seu Tratanctus de Computis Et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas), em 1494, na Itália.
Os relatos de registros e controles de bens remontam a pré-historia, sendo encontrado nas diferentes civilizações, em barro, pedra, papiro e outros materiais, inclusive na Bíblia, no Antigo e Novo Testamentos.
Datam do final da Era da Pedra Polida, as primeiras escritas contábeis, nas pinturas e gravações rupestres e primitivas.
Podemos citar os Gregos que escrituravam Contas de Custeio e Receitas, apurando, anualmente o saldo, estendendo essa escrituração para as diferentes atividades como: administração comercial, pública e privada.
E mais remotamente, a Contabilidade tem sua origem de fato, em Uruk, uma antiga cidade da Mesopotâmia, por meio de instrumentos encontrados estimados entre 8000 e 3000 anos a.C. (Costa, 2009, p.2),

                                      2.1   Leonardo Pisano e FREI LUCA PACIOLI

A Contabilidade passou a sofrer alterações e consolidações significativas na idade Média, a partir das obras de Leonardo Pisano e o Frei Luca Pacioli, na Italia:
A dinâmica evolução da ciência contábil, é didaticamente considerada como Contabilidade do Mundo Antigo (iniciando-se com a civilização do homem e vai até 1202 da Era Cristã, quando apareceu o Liber Abaci, da autoria Leonardo Fibonaci, o Pisano); Contabilidade do Mundo Medieval ( desde 1202 da Era Cristã até 1494, quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo, publicado em 1494, ressaltando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que inseriu a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.
 (http://www.tvcontabil.com.br/SPED-e-NF-e/508.html)

Nessa obra, Pacioli enfatiza que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, sendo ele, matemático, teólogo, contabilista entre outras profissões, deixando muitas obras, como  a "Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá", impressa em Veneza, na qual está inserido o seu tratado sobre Contabilidade e Escrituração.
Pacioli, apesar de ser considerado o pai da Contabilidade, não foi o criador das Partidas Dobradas. O método já era utilizado na Itália, principalmente na Toscana, desde o Século XIV, discorrendo sobre livros mercantis: memorial, diário e razão, e sobre a autenticação deles; sobre registros de operações: aquisições, permutas, sociedades, etc.; sobre contas em geral: como abrir e como encerrar; contas de armazenamento; lucros e perdas, que na época, eram "Pro" e "Dano"; sobre correções de erros; sobre arquivamento de contas e documentos, etc.
A obra de Frei Luca Pacioli, que viveu na Toscana, no século XV, marca o início da fase moderna da Contabilidade. A obra de Pacioli não só sistematizou a Contabilidade, como também abriu precedente que para novas obras pudessem ser escritas sobre o assunto. (Zanluca, 2009).
No Mundo Moderno (1494 a 1840) podemos destacar a obra de Franscesco Villa:
Mundo Moderno: Período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento da obra: La Contabilità Apllicatta alle Amministrazioni Private e Pubblicheda autoria de Franscesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da contabilidade.
(http://www.sfredo.com.br/historia.htm)

Nesse período, destaca-se a Revolução Industrial, findando a estagnação de então, que deu-se até 1800. Com o aumento das corporações, crescimento das empresas e a transformações decorridas das mudanças de uma produção doméstica para uma produção fabril, foi necessário o aprimoramento dos registros e técnicas contábeis, tendo a Inglaterra, que ir buscar na Itália, as técnicas das partidas dobradas, adequando a contabilidade financeira à contabilidade industrial. (Costa, 2009).
Percebe-se que a Contabilidade evolui em consonância com as transformações políticas, econômicas e sociais.
Com o advento da crise econômica de 29, e a decorrente expansão das vendas de ações e surgimentos de novos negócios e a depressão que ocorreu, dizimando fortunas e gerando desempregos em gigantescas proporções, os contadores não ficaram ilesos, visto a expansão econômica acentuada, a necessidade e valorização dos contadores e ausência de padrões contábeis padronizados de escrituração e contabilização:

Os contadores não escaparam dessas críticas, pois pelo menos em parte, a concentração de poder poderia ser atribuída à falta de uniformidade das práticas contábeis, a padrões mais rígidos e as leis que impedissem os contadores e diretores de empresas se apresentarem, dentro de certos limites, os valores que desejavam. (Costa, 2009)

No período pós-guerra houve uma maior carência de informações gerenciais e contábeis, devido ao aumento de investidores na bolsa de valores, a economia inicia a lenta, porem, continua recuperação, surgindo assim, organismos e instituições, que viriam a estabelecer premissas e condições para que a contabilidade chegue até nossos dias da forma como a conhecemos.

                             2.2   as escolas de contabilidade

A história da Contabilidade é marcada com diversas escolas que marcaram e influenciaram a evolução da contabilidade, estabelecendo técnicas e princípios que ainda hoje estão sendo aplicados. 

2.2.1 Escola Contista
A escola Contista destacava no processo de escrituração, a personificação das contas, ocasionando o pioneirismo dos livros contábeis impressos, considerando como objetivo principal o processo e as técnicas relacionadas na escrituração e centralização das contas.
Benedeto  Cotrugli, em 1458, em seu manuscrito destacava o método das partidas dobradas, entretanto, não sendo um livro, ficou o mérito a Luca Pacioli, com suas obras como "Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá".

2.2.2 Escola Administrativa

A Escola Administrativa surgiu, impulsionada pela obra de Francesco Villa (La contabilitá applicata alle amministrazioni private e pubbliche), tendo como maior interesse a administração das entidades, tendo o contador que possuir domínio das técnicas contábeis e escrituração e amplo conhecimento de gestão.

2.2.3 Escola Personalista

Estabelece, de forma precursora, a contabilidade como ramo cientifico e o fato da entidade ser constituída pelo proprietário e as relações com os fornecedores, e agentes consignatários, estabeleceriam um vínculo jurídico entre as pessoas, baseada na teoria de Francesco Marchi e idealizada por Giuseppe Cerboni de que as contas deveriam ser abertas em nome de pessoas específicas, sendo físicas ou jurídicas. (Costa, 2009)

2.2.4 Escola Matemática
Essa escola considera a contabilidade apenas como uma forma de registro secundário e técnica sendo que o balanço não representaria a situação contábil patrimonial da entidade, mas apenas um conjunto de valores para se obter o conhecimento sobre a entidade.

2.2.5 Escola Controlista
Escola idealizada a partir da obra de Fabio Besta, La ragioneria, focada no usuário interno, segregando a administração em geral e econômica, sendo que a primeira voltada para administrar e a segunda destaca o patrimônio da entidade e sua utilização na geração de riquezas.

2.2.6 Escola Norte-americana

Destaca a certificação da profissão e busca suprir a falta de confiabilidade das informações, criando Instituições de ensino da Contabilidade, nos E.U.A, e institutos responsáveis por Certificações e divulgação de boletins sobre procedimentos contábeis, sendo sua principal colaboração a separação da contabilidade em gerencial e financeira, atendendo os usuários internos e fornecendo informações externas.

2.2.7 Escola neocontista

A Escola neocontista, surgiu na França, no final do sec. XIX, defendia a valorização das contas, relacionando as unidades de valor com a contabilidade, surgindo a fórmula usada até hoje, A=P+S.

2.2.8 Escola Alemã

Essa escola destaca a demonstração do resultado de exercício, surgindo teorias do balanço divididas em estática, onde confronta-se o balanço inicial e final para obter o resultado, orgânica, evidencia a importância da situação patrimonial e seus resultados e dinâmica, segregando o balanço do resultado, satisfazendo as necessidades dos usuários externos.

 2.2.9 Escola patrimonialista
 Destaca o Patrimônio, como aspecto mais importante da entidade, considerando a escrituração somente uma ferramenta contábil. Esse estudo dividiu-se em três partes: a estática, a dinâmica e a revelação patrimonial. (Costa, 2009)

2.3   a história da contabilidade no brasil

A contabilidade no Brasil começou de fato a se desenvolver a partir da chegada do Príncipe Regente D. João VI ao Brasil, em 1808 e a conseqüente implantação do Erário Regio e a adoção do método das partidas dobradas, importados de Portugal.
As aulas de comercio, oficialmente foram implantadas através de decreto de 1808, oficializado através do Alvará de 15 de julho de 1809, com a nomeação do Sr. José Antonio Lisboa, primeiro professor de Contabilidade no Brasil.
Obrigações das empresas, de enviar, em prazos determinados, ao governo, os balanços e demonstrações contábeis, passou a vigorar a partir de alterações no Código Comercial Brasileiro, através da lei 1083.
Em 1867 novos esforços foram feitos no sentido de implantar o Imposto de Renda, baseado na lei 514, de 1848.
Com a criação da Associação dos Guarda Livros da Corte, em 1869, surge o Guarda Livros, como primeira profissão liberal do Brasil. Até a primeira metade do sec. XX a contabilidade no Brasil sofreu influencias da Itália, considerada como berço da Contabilidade e do método das partidas dobradas.
O estudo científico no Brasil foi implementado de forma pioneira por Francisco D`Auria, introduzindo o patrimonialismo na Contabilidade Pública Brasileira.
A influencia da escola norte-americana acabou por quase extinguir a antes forte influencia Italiana, devido às multinacionais americanas, sendo elaborado, posteriormente, a padronização dos princípios contábeis, gerando uma expansão do pensamento contábil no Brasil.
Foi o senador Lyra, o primeiro profissional de CRC do atual estado do Rio de Janeiro, considerado patrono da Classe Contábil.
Os princípios contábeis, no Brasil, foram normatizados em 1976, pela lei das S.A., e aprimorada pela lei 6404 e alterações segundo a lei 11638/2007, que sofreu fortes influencias americanas e introduziu a correção monetária e reserva de lucros a realizar e separação entre a contabilidade comercial e fiscal e foi fundado o IBRACON, Instituto dos Auditores Independentes, com o objetivo de auxiliar na criação e divulgação das Normas e Procedimentos de Auditoria e de Contabilidade.

                                       3  CONCLUSÃO

O conhecimento da História da contabilidade possibilita melhor compreensão da forma que a contabilidade atingiu a nível atual, enquanto ciência e instrumento imprescindível para a sobrevivência das entidades, diante de desafios contemporâneos que exigem dos profissionais de contabilidade uma visão e compreensão sistêmica da empresa ou entidade, numa perspectiva presente e futura, para tomar decisões com um risco minimizado e suprir de informações os usuários internos e externos.
Em dezembro de 1971 foi fundado o IBRACON, Instituto dos Auditores Independentes, com o objetivo de auxiliar na criação e divulgação das Normas e Procedimentos de Auditoria e de Contabilidade, sancionados pela Comissão de valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.  
Com o surgimento de leis, diretrizes e resoluções adequadas a contabilidade no Brasil além de satisfazer as atuais necessidades das entidades, consolidou-se como um campo profissional amplo capaz de absorver um numero crescente de profissionais formados pelas instituições de ensino superior e viabiliza a inserção de nosso país no contexto internacional, deixando o país ao lado de países mais maduros na área contábil, seja pelo grau de desenvolvimento econômico ou pela sua trajetória na história contábil mundial.

                                     REFERÊNCIAS
Costa, Jose M. da, Contabilidade Básica. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
Contabilidade: história acesso em 29/09/2009.
História e símbolos da contabilidade, <http://www.sfredo.com.br/historia.htm>, acesso em 29/09/2009.

Reis, A. de J.; Silva, S. L.; Silva, C.C.A., A Historia da Contabilidade no Brasil, disponível em:  http://www.revistas.unifacs.br/index.php/sepa/article/viewFile/299/247 acesso em 29/09/2009.
Zanluca, Júlio César. História da Contabilidade, disponível em: <http://www.uefs.br/portal/colegiados/contabilidade/menus/origem-da-contabilidade/ ?searchterm=universit%C3%A1rio> acessado em 29/09/09.

PREVIDÊNCIA SOCIAL E O DÉFICIT SOCIAL


A constribuição previdenciária se faz necessária para que o Sistema previdenciário brasileiro possa dar conta do benefícios sociais previstos pela legislação vigente, tais como salario familia, aposentadoria, auxilio-doença, auxilio maternidade, remuneração de trabalhador afastado por acidente de trabalho e outros, sem contar com a imprenscindível assistência à saúde universalizada, independente de ser ou não ser contribuinte.

As formas de contribuições e alíquotas estão previstos num amplo arcabouço juridico e instruções normativas promulgadas pela Receita Previdenciária.

É de conhecimento comum que há um irremediável rombo na previdencia, e que aumenta a cada ano, entretanto, poucos sabem o que ocasionou e porque não se resolve isso definitivamente.

Esse rombo ou déficit atingiu R$ 2,589 bilhões em maio de 2010. O número resultou de uma arrecadação líquida de R$ 16,581 bilhões e despesas de R$ 19,171 bilhões. Entre janeiro e maio de 2010, a Previdência arrecadou R$ 78,984 bilhões e teve despesas com benefícios previdenciários de R$ 99,060 bilhões. Os valores acumulados também são corrigidos pelo INPC. (veja.abril.com.br).

Isso continua ano a ano, e percebe-se que a reforma da previdência somente ocorrerá se houver um amplo envolvimento da sociedade organizada e políticos que pensem e se preocupem com o país e não com interesses próprios ou de grupos que o elegeram.

Tema de discurso político, a reforma da previdência é esquecida quando os governantes assumem o poder, pois é difícil alterar benefícios adquiridos e interesses políticos divergentes dos interesses da sociedade.

Entretanto, de uma forma ou de outra, é preciso encontrar uma solução e equacionar financeiramente as receitas e despesas da previdente, com uma ampla reforma e buscando critérios mais racionais nos gastos públicos.

REFERÊNCIAS

Formas de Contribuição – Disponível em:

< http://www.receita.fazenda.gov.br/previdencia/formascontrib.htm> Acesso em: 20/06/2010

Novo Dicionário Eletrônico Aurélio versão 5.0

Déficit na previdência – Disponível em:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/previdencia-registra-deficit-r-2-5-bilhoes-maio

Resumo de Legislação Previdenciária – Disponível em:
< http://intervox.nce.ufrj.br/~diniz/d/direito/prev-INSS_Contribuicoes_Paulo.doc>

26 de out. de 2010

Para onde estamos indo?


Para cada tecnologia que surge, outras tantas deixam de existir, tornam-se obsoletas ou caem em desuso até desaparecer na imensidão cibernética da atualidade.

Por isso, “existe uma janela de tempo em que as tecnologias devem mostrar a que vieram, sob pena de tornarem-se obsoletas antes mesmo de terem sido utilizadas amplamente.”

http://mundoconectado.blogspot.com/2009/03/tempo-x-tecnologia.html

Caso contrário, não havendo demanda, simplesmente, tornariam milhões de dólares investidos em cinzas, em pouco tempo, por isso as tecnologias possuem pouco tempo para demonstrar sua eficiência ou despertar o interesse de bilhões de pessoas que buscam sempre por novidades tecnológicas.

Entretanto, “nós estamos saindo da primeira decada do século 21, e vivenciamos transformações no ramo tecnológico e evoluções em produtos. A revista Time fez uma lista dos 10 maiores fracassos no ramo tecnológico. Porém um outro site, o CNET, promete algo bem melhor e de mais justa qualificação. O site listou os 25 maiores furos incluindo sites de busca, aparelhos eletrônicos e entre outros. Em primeiro lugar, encontra-se o videogame Dreamcast da SEGA. Em segundo lugar, um Gravador de DVD e em terceiro um robô de estimação da Sony. http://cyberconteudo.blogspot.com/2009/07/fracassos-na-tecnologia.html

Assim, devemos parar o consumismo acelerado de tecnologias que surgem dos modismos passageiros e nada acrescentam em facilidades à vida moderna. O volume de informação é tão grande hoje, que seria impossível alguém assimilar até mesma uma pequena parte dessa montanha de informações disponíveis, que, ainda por cima, é, em grande parte, questionável e inconsistente.

Veja o vídeo, Did you know 4.0, http://www.youtube.com/watch?v=aAErx0d5yh0&feature=related , onde vemos a imensidão de informações e tecnologias disponíveis, como jamais ocorreu em toda a história humana, e na maioria das vezes, antes que uma tecnologia seja totalmente seja explorada e conhecida, cai no esquecimento e é soterrada por outras tecnologias e novidades cibernéticas.

O excesso de informações cria nas pessoas a ilusão de possuir conhecimentos, entretanto o que se possui de fato são voláteis informações que a cada instante perdem valor e tornam-se obsoletas.

As inúmeras redes sociais é uma das mais modernas formas de interatividade, como vemos no vídeo RedesSociais.br, http://www.youtube.com/watch?v=DmRsQibIOWg&feature=player_embedded# , isso citando somente as redes sociais mais conhecidas, entretanto, temos outras novas que surgem quase todos os dias, blogs, e outros.

O que podemos esperar do futuro nessa velocidade em estamos indo em direção a ele? Provavelmente, “No futuro, praticamente cada coisa visível será catalogada e indexada, pronto para ser imediatamente identificada e descrita para nós. Quer ir às compras? No futuro não precisaremos de grandes lojas de varejo, com corredores de objetos em exposição. Nós seremos capazes de fazer compras no. Você achou interessantes aqueles sapatos da mulher sentada do outro lado da sala? Ou gostou de um modelo novo de carro que viu na rua? Tudo que você tem a fazer é olhar para eles com seu seu telefone móvel ou óculos AR equipado e vai identificar o objeto e procurar o melhor preço e varejista.” http://ideiasfervilhantes.wordpress.com/2010/05/23/como-sera-a-sua-vida-em-2020-com-todos-os-avancos-tecnologicos/

Logo, podemos esperar que não surja um super ser humano, mas um ser que esqueceu de viver as coisas simples cotidianas, ver uma árvore e achá-la bonita, ir pescar, como fazia nossos pais ou ouvir atentamente o lindo canto de um passarinho de nossa janela, que insiste em nos desviar de um futuro confuso e misterioso.


8 de dez. de 2008

A Construção do Conhecimento

João Mario dos Santos Nascimento
Economista e Professor


Como ocorre ou é construído o conhecimento é algo que sempre me fascinou, principalmente quando vemos jovens ou pessoas adultas com extremas dificuldades em compreender coisas aparentemente simples e outros, com uma explicação rápida, compreendem, assimilam e interiorizam o mesmo conhecimento, de forma que deixam aparentar uma obviedade assustadora.
Qual a diferença entre as pessoas que tiveram dificuldades e as que compreenderam com facilidade? É essa a questão que suscita tantas respostas e indica uma variedade de caminhos.

Se eu fosse construtivista, isto é, tomasse como premissa os pressupostos de Jean Piaget, poderíamos afirmar que a interação com o contexto e as interações disso decorrentes levaram a pessoa a criar uma estrutura interna, ou esquemas e uma adaptação a esse meio, condicionando a compreensão e assimilação, deste ou daquele conhecimento.

Podemos afirmar que Jean Piaget, partiu da idéia que os atos biológicos são atos de adaptação ao meio físico e organizações do meio ambiente, sempre procurando manter um equilíbrio. Assim, Piaget entende que o desenvolvimento intelectual age do mesmo modo que o desenvolvimento biológico (WADSWORTH, 1996). Para Piaget, a atividade intelectual não pode ser separada do funcionamento "total" do organismo (1952, p.7).
http://www.cerebromente.org.br

Nesse sentido ,WADSWORTH (1996) define os esquemas como estruturas mentais, ou cognitivas, pelas quais os indivíduos intelectualmente se adaptam e organizam o meio. Assim sendo, os esquemas são tratados, não como objetos reais, mas como conjuntos de processos dentro do sistema nervoso. Os esquemas não são observáveis, são inferidos e, portanto, são constructos hipotéticos. http://www.cerebromente.org.br

Assim, a assimilação seria o processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra (classifica) um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias (WADSWORTH, 1996). Ou seja, quando a criança tem novas experiências (vendo coisas novas, ou ouvindo coisas novas) ela tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. http://www.cerebromente.org.br

A construção do conhecimento pode ocorrer em qualquer contexto, seja na vida social, no trabalho, em casa, na escola, etc., entretanto, geralmente está associada a um curso ou à formação escolar regular, o que gera uma contradição, no mínimo, pois quando ocorre o conhecimento, ele não é separável em teoria e prática e possui uma grande correlação com interesses ou peculiaridades do indivíduo, sejam aptidões inatas ou grande interesse, que ocasiona a motivação e o resultado favorável.

Por isso, surge o ludismo como uma forma não mágica, mas mais atraente, estimuladora para a construção do conhecimento. Usando o brinquedo, a brincadeira, é possível desenvolvermos em nossos educandos o prazer em construir o próprio aprendizado. Acredita-se que essa construção faz com que nos sintamos realmente sujeitos de nossa história; e não meros repetidores e expectadores. As atividades lúdico-exploratórias vão contribuir no desenvolvimento pessoal, social, cognitivo, afetivo, físico e psicomotor. A educação, cada vez mais formal, padroniza o comportamento das crianças para que se adaptem, produzam bem e se integrem às expectativas familiares. Na correria de cada dia, não estão programados o cultivo da vida interior da criança e o tempo para ela se encontrar consigo mesma e descobrir o que gosta de fazer. Célia M. Melo

A proposta é que, por meio de atividades lúdico-exploratórias, as crianças liberem sua capacidade de criar e de reinventar o mundo, de expor sua afetividade e de ter suas fantasias aceitas e exercitadas para que, através do mundo mágico do faz-de-conta, possam explorar seus limites. A escola deve proporcionar atividades lúdicas para que haja a interação entre a criança e o objeto de estudo. Por meio dessa relação, é possível ocorrer uma interação maior entre o sujeito cognoscitivo e o objeto a ser conhecido. Para que elas possam compreender e reconstruir seu conhecimento, é imprescindível ocuparmos esse espaço estimulando o interesse e a participação delas. Célia M. Melo.

Entretanto, conhecer não é necessariamente brincar como parece, o ludismo aparece como uma alternativa viável na construção do conhecimento visto que essa construção é vista como algo exaustivo e não prazeroso e não raro, como quase impossível. É claro que é preciso considerar diferentes pressupostos para a essa construção, pois entendemos que eliminarmos as outras alternativas, seria restritivo e não indicado.

Por outro lado, considerando o contexto de sala de aula, a interação ou relação professor-aluno-objeto deve ser considerado como importante, pois a construção é coletiva e socializada, não parece ser possível construir o conhecimento se o sujeito está sozinho ou não obteve algum auxílio externo.

O professor pode ser um condutor ou mediador na elaboração ou re-elaboração do conhecimento, sendo que a medida que o aluno compreende o objeto com o auxílio do professor, o professor compreende melhor o objeto e ambos alteram a natureza do objeto tornando modificado ou pelo menos percebido de forma diferente, assim, o educador aprende tanto quanto ou mais que o educando, numa evolução bilateral e síncrona.

Para Jussara Maria Lerch Hoffmann:

"Se o aluno é considerado um receptor passivo dos conteúdos que o docente sistematiza, suas falhas, seus argumentos incompletos e inconsistentes não são considerados senão algo indesejável e digno de um dado de reprovação. Contrariamente, se introduzirmos a problemática do erro numa perspectiva dialógica e construtivista, então o erro é fecundo e positivo, um elemento fundamental à produção de conhecimento pelo ser humano. A opção epistemológica está em corrigir ou refletir sobre a tarefa do aluno. Corrigir para ver se aprendeu reflete o paradigma positivista de avaliação. Refletir a respeito da produção de conhecimento do aluno para encaminhá-lo à superação, ao enriquecimento do saber significa desenvolver uma ação avaliativa mediadora.

Aprender, é ficar sabendo, reter na memória, tomar conhecimento de, aprender por experiência própria. Dicionário Michaelis.

Ora, se a aprendizagem consiste também em aprender por experiência própria, podemos afirmar que é necessário um mediador em certos momentos, mas em outros a assimilação é um processo interno, onde o saber toma características peculiares ao sujeito, tornando-se como algo próprio e indissociável, o que chamamos de interiorização ou compreensão, sem recorrer mais à memoria, que pode não trazer a tona o referencial sobre certo objeto, seja por esquecimento ou alguma sinapse inconsciente.

É difícil verificar se houve ou não a aprendizagem dada a complexidade do processo e diferentes concepções de avaliação, pois, a ação de ensinar contém duas extensões. A primeira dimensão é a da ferramenta da intenção, a segunda é a da aferição do resultado. Assim sendo, mesmo com a maior intenção de ensinar, se a apropriação do conteúdo por parte do aluno não se efetivou, não teremos cumprido a ação de ensinar, pois a concretização da meta pretendida não foi alcançada, então não houve ensino, porque não se caracterizou a aprendizagem. Moretto,Vasco Pedro.

Assim temos o termo ensinagem , que conglomera então a ação de ensinar por parte do professor e a ação de apreender por parte do aluno, como uma sociedade cooperativa e intencional para atingir a finalidade da construção do saber consciente, crítico e reflexivo, no enfrentamento não só da constituição da aprendizagem, mas também da reconstrução desses mesmos saberes, dentro da sociedade globalizada que muda a todo instante. Moretto,Vasco Pedro.

Poderíamos então dizer que o sujeito que não compreendeu certo assunto ou objeto, não possui internamente uma estrutura ou esquema interno que possibilite alguma correlação com o contexto externo, não possibilitando a acomodação desse possível saber e a conseqüente assimilação. Também poderíamos inferir que esse indivíduo ou teve um mediador inadequado ou não teve nenhum mediador que o conduzisse e o auxiliasse nessa compreensão.

Seria adequado afirmar que o sujeito não possui os conhecimentos básicos e imprescindíveis, pressupostos para a assimilação desejada e que seus interesses e aptidões podem convergir para outros caminhos, senão diferentes do aquele necessário para aquele saber, pois sabemos que a vontade e o interesse são imprescindíveis para qualquer ação humana consciente.

Dewey (1902, p. 14), discutindo a importância de se buscar descobrir as percepções e interesses dos alunos, escreveu: “(...) selecionadas, utilizadas, enfatizadas [atividades de interesses dos alunos], podem marcar um ponto de virada para sempre na carreira inteira da criança; negligenciada, uma oportunidade se vai e nunca será retraçada". Célia M. Melo.

Logo, não temos pessoas incapazes de compreender, mas carentes de algum direcionamento ou da percepção dos possíveis caminhos, que possibilitem a compreensão própria, individual, de forma a tornar algo estranho, como seu, de forma legítima e consistente.

REFERÊNCIAS:

PIAGET, jean e INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. São Paulo : DIFEL, 1982.

PIAGET, Jean. Como se desarolla la mente del niño. In : PIAGET, Jean et allii. Los años postergados: la primera infancia. Paris : UNICEF, 1975.

PIAGET, Jean. Biologia e Conhecimento. 2ª Ed. Vozes : Petrópolis, 1996.

PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro : Zahar, 1975.

Série Idéias n. 22. São Paulo: FDE, 1994.

WADSWORTH, Barry. Inteligência e Afetividade da Criança. 4. Ed. São Paulo : Enio Matheus Guazzelli, 1996.









4 de dez. de 2008

... Etc...



João Mario dos Santos Nascimento
Economista e Professor
QUE TEMPO É ESSE


Estamos na era da informação. Considerando informação como resultado do processamento, manipulação e organização de dados seja num sistema ou para uma pessoa. Quando não ocorre uma significativa alteração após esse processamento, o que temos, no início do processo, não é informação, talvez dados, isto é, quaisquer registros ou indícios, coletados de forma sistemática ou não, relacionados a um fato ou evento, ou simplesmente um dado incompleto ou parcial.


Se possuímos tantas informações e conhecimentos, com descobertas científicas significativas, viagens espaciais e outros feitos maravilhosos, por que não avançamos nas concepções básicas ao ser humano, por que ocorre a inversão de valores, a violência, a perversão e tantos crimes envolvendo todas as classes sociais e níveis culturais?


Nos falta informação, conhecimento ou é o declínio de uma era?


Vejamos o que pode ser conhecimento:

Apropriação intelectual de determinado campo empírico ou ideal de dados, tendo em vista dominá-los e utilizá-los. (Unb).

Dominamos alguma coisa a ponto de utilizarmos de forma satisfatória e construtiva para toda a humanidade?

Parece bastante contraditório falar-se nos avanços da ciência, medicina, física espacial, genética e outros campos, enquanto um quarto da humanidade vive abaixo da linha da pobreza( g1.Globo) , e a humanidade geme diante de doenças seculares e arcaicas como febre amarela, e uma significativa parte da população mundial está desempregada, já que quase 200 milhões de pessoas estavam dempregadas em todo o mundo em 2007, (Estadão, 2008).


Enquanto isso, as pessoas ouvem até a exaustão discursos sobre trabalho em grupo, liderança servidora, governança corporativa ou que as empresas estão mais humanas e consideram seus colaboradores como "capital intelectual" ou como o principal ativo das empresas, mas o poder aquisitivo dos trabalhadores deteriora-se, sem levar em conta que o conceito de poder aquisito é bastante questionável::


"A noção de poder aquisitivo tornou-se, atualmente, tão inadequada quanto à de valor intrínseco, que ADAM SMITH combatia na sua época, mas isso não quer dizer que a moeda tenha perdido a sua relevância. Assim como a moeda não acabou, quando o conceito de valor intrínseco se tornou superado, ela não vai acabar, de novo, agora, em que a noção de poder aquisitivo virou pó." (Letácio Jansen) .

E então, o que podemos falar da comunicação na era do e-cidadão?

Esperamos que a comunicação in loco não diminua e encontremos variegadas formas de comunicação, além das formas convencionais , para suprir a carência de tempo ou dificuldades , utilizando blogs, redes sociais como Twitter e Facebook, Flickr , e outros, pois o individualismo ou o sectarismo só tende a piorar as coisas, assim, a comunicação a troca de experiências, sentimentos e emoções, e um certo altruísmo e humanismo pode minimizar, as concepções arraigadas ligadas ao consumo e concepções capitalistas de felicidade e alegria.

Onde estão as cantigas e brincadeiras de criança? Os "causos", as anedotas e as historinhas infantis, tudo ficou para trás como algo velho, mofado e fora de contexto, entretanto, são para aquelas épocas que recorremos para lembrar ou perguntamos a alguém, para enternecer o coração e sorrir espontaneamente com um ligeiro suspiro...

Apesar disso, provavelmente naquela época, muitos não consideravam aquele contexto como agradável ou bom, talvez nunca tenham percebido, e por isso, não conseguem resgatar um tempo não vivido.

Por isso, olhemos em volta e vamos buscar o que há de melhor em nossa época, auxiliar e colaborar positivamente em tudo o que estivermos envolvidos, vivendo intensamente os momentos, meses, anos, logo em tudo, para que se consolide, solidifique e alcance o incerto futuro, deixando para as gerações vindouras, um legado de trabalho, esperança e alegria.

BEM VINDO!

A força das idéias pode transformar o mundo, mas a força de nobres e elevados ideais poderá transformar os homens, o mundo e a história.